400 Réis 1938 do Brasil – História, detalhes e valor

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400 Réis 1938 do Brasil – História, detalhes e valor

A peça de 400 réis emitida no final da década de 1930 faz parte do conjunto de moedas da República (período em que ainda se usava o réis como unidade até a reforma monetária). Em 1938 aparecem versões com motivos e gravuras diferentes que são frequentemente catalogadas separadamente pelos principais catálogos (KM).

1. Resumo histórico

A peça de 400 réis emitida no final da década de 1930 faz parte do conjunto de moedas da República (período em que ainda se usava o réis como unidade até a reforma monetária). Em 1938 aparecem versões com motivos e gravuras diferentes que são frequentemente catalogadas separadamente pelos principais catálogos (KM).


2. Descrição e características físicas

Existem duas famílias principais de 400 réis da década de 1930 que aparecem em catálogos — é importante distingui-las pois têm especificações físicas diferentes:

a) Variante “Oswaldo Cruz” (catalogada como KM539 em algumas referências)

  • Anverso: busto de Oswaldo Cruz (patrono da Fiocruz em algumas emissões).
  • Reverso: valor “400 RÉIS” e decoração ao redor (motivos inspirados em arte marajoara em algumas peças).
  • Composição, peso e diâmetro reportados variam conforme a emissão (registros apontam peças mais grossas e maiores nesta série).

b) Variante “Getúlio Vargas” / série 1938–1942 (KM547 em catálogos comerciais)

  • Anverso: perfil de Getúlio Vargas (ou, em algumas peças, o estilo e legenda associada ao Estado Novo).
  • Reverso: grande “400” central, “RÉIS” abaixo e data (ex.: 1938), com ornamento em torno do campo.
  • Metal: cupro-níquel (cupro-níquel é o metal mais citado para essas emissões).
  • Peso aproximado: ~5,4 g; diâmetro ~23 mm; borda ondulada/cannelée (varia por catálogo).

Observação: diferentes catálogos (KM, Numista, NGC) às vezes atribuem números KM distintos a variantes muito próximas e listam dimensões diferentes — por isso sempre confira o catálogo que o seu negociante/avaliação usa.


3. Tiragem / circulação

Os registos de tiragem mostram números elevados para a emissão de 1938 pertencente à série KM547: catálogos e guias de valor indicam maciça produção (na casa dos milhões) para 1938 — por exemplo, um dos guias cita 10.620.000 exemplares para 1938 na série KM547; outras variantes (KM539 / anos anteriores) têm tiragens diferentes, menores ou distribuídas por anos anteriores. Esses volumes explicam por que muitas dessas peças são relativamente comuns em condições inferiores.


4. Conservação e gradação (por que importa)

Como em qualquer moeda circundante do século XX, o estado de conservação (grau) determina a maior parte do valor:

  • Peças “circuladas” (Good, VG, F) costumam ter preços baixos e são abundantes em sites de venda.
  • Peças em bom a muito bom estado (VF, XF) já alcançam prêmios moderados.
  • Exemplares uncirculated / prova / com brilho de cunhagem são os mais valorizados, mas também mais raros. Guias de preço (NGC, etc.) mostram saltos acentuados de valor entre XF e MS.

5. Faixa de preços — orientações práticas (valores indicativos)

Os preços de mercado flutuam, dependendo do sítio (leilão, loja, marketplace) e do país. Como referência orientativa (baseada em guias e anúncios recentes):

  • Peças muito gastas (VG–F): valores baixos, por vezes apenas algumas unidades monetárias (varia conforme país).
  • Boas condições (VF–XF): preços moderados — na escala de poucos euros/dólares até dezenas, dependendo do grau e da variante.
  • Excelente / sem circular (AU–MS): aqui o preço sobe significativamente; exemplares comprovadamente sem circular podem valer bem mais.
    Guias de valor e vendas observadas (NGC, CGB, casas de leilão e lojas numismáticas) devem ser consultados caso a caso: o NGC Price Guide, por exemplo, apresenta tabelas com preços por grau para as emissões de 1936–1938 e 1938–1942.

6. Como identificar a sua peça corretamente

  1. Observe o anverso: figura e legenda — Oswaldo Cruz vs. Getúlio Vargas são designs distintos.
  2. Meça diâmetro e peso: variantes maiores e mais pesadas pertencem à série diferente (KM539 vs KM547). Use uma balança de precisão e um paquímetro.
  3. Verifique a borda e acabamento: borda ondulada/cannelée e marcas de cunhagem ajudam a confirmar autenticidade.
  4. Compare com uma referência confiável: Numista, catálogos KM/Standard Catalog, e guias online (NGC) são boas fontes para fotos e especificações.

7. Dicas para compra e venda

  • Peças comuns em baixa conservação: preço de mercado pequeno — não pagar mais do que a média anunciada. Consulte vendas recentes em marketplaces (eBay, MercadoLivre) para “preço real”.
  • Para peças em alta graduação, peça certificação (ex.: certificadora reconhecida) — isso normalmente aumenta confiança e preço.
  • Se a moeda tem aparência incomum (patina, cor diferente, marcas), compare com fotos de catálogos e peça avaliação de um especialista antes de comprar/vender.

8. Conclusão

A moeda de 400 réis de 1938 é um exemplar interessante para colecionadores de moedas brasileiras do período da República e do Estado Novo. Há variantes e séries com especificações diferentes (principalmente as associadas a Oswaldo Cruz e às emissões com Getúlio Vargas), tiragens que podem variar de milhões (o que torna a peça comum em estados baixos) e valores numismáticos fortemente dependentes do estado de conservação e da variedade exata. Para determinar o valor real de uma peça específica, confirme a variante (KM), meça peso/diâmetro, e compare com guias e vendas recentes.

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