A moeda de 200 Escudos (1992), conhecida como “Califórnia”, foi emitida por Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM), no quadro da série comemorativa dedicada aos Descobrimentos Portugueses.
Especificações técnicas
- Denominação: 200 Escudos
- Ano de emissão: 1992
- Metal / Composição: cobre-níquel (cuproníquel) na versão padrão de circulação.
- Peso: 21,1 g
- Diâmetro: 36 mm
- Espessura: cerca de 2,8 mm
- Borda: serrilhada (reproduzida como “milled” / “reeded edge”)
- Estado legal: desmonetizada — não pode ser usada como meio de pagamento desde a adoção do
A moeda integra a série comemorativa da “Descoberta da Califórnia” — referindo-se à viagem do navegador João Rodrigues Cabrilho, tido como o primeiro europeu a navegação pela costa da Califórnia em 1542.
Design
- Anverso: Apresenta o escudo português e um veleiro estilizado do século XVI, sobreposto à cruz da Ordem de Cristo — evocando a tradição marítima portuguesa. A legenda “REPÚBLICA PORTUGUESA” e o valor “200 ESC.” aparecem abaixo.
- Reverso: Retrata João Rodrigues Cabrilho em pé, segurando um mapa da Califórnia (representando a costa por ele descoberta), com a indicação “CALIFÓRNIA 1542 1992 JOÃO RODRIGUES CABRILHO”. A peça foi gravada pela dupla de gravadores “Isabel C. – F. Branco (INCM)”.
Contexto Histórico e Significado
A emissão desta moeda em 1992 celebra os 450 anos da descoberta da costa da Califórnia por Cabrilho — uma homenagem ao papel dos portugueses nas Grandes Navegações e no conhecimento de novas terras.
Faz parte de uma série temática mais ampla de “Descobertas Portuguesas”, lançada para sublinhar a importância histórica de Portugal nas explorações marítimas — um tema recorrente no património numismático português do século XX.
Como moeda de circulação comemorativa, foi disponibilizada ao público, o que implica que muitos exemplares chegaram a circular, embora hoje a peça esteja desmonetizada.
Valor Numismático e de Mercado
O valor da moeda depende fortemente da sua variante (metal, tiragem, estado de conservação):
- A versão padrão em cuproníquel — a mais comum — não é particularmente rara: a tiragem chegou a cerca de 1.300.000 exemplares segundo registos.
- Para um exemplar normal (cuproníquel), valores de mercado recentes indicam algo em torno de 2–3 € / 2–3 USD, dependendo da conservação.
- Há também versões “não circulantes” ou de coleção: por exemplo, uma versão em prata 925 (teor 92,5 %) e variantes especiais de prova.
- A variante prata 925 pesa cerca de 28,5 g, com 25,9 g de prata pura.
- As versões de colecionador (prata, ouro, platina etc.) — dependendo da raridade, do metal precioso e do estado de conservação — podem atingir valores substancialmente mais elevados. Por exemplo, uma edição “proof” em ouro de 1992 da “Descoberta da Califórnia” chega a ser cotada, em alguns anúncios, em cerca de USD 1.500.
- Já a versão prata costuma ser cotada entre cerca de USD 27 a USD 32,5 (dependendo da condição).
De modo geral, para colecionadores que procuram uma peça de cunhagem comum, a versão cuproníquel é mais acessível. Já quem pretende uma peça de coleção com metal nobre e bom estado, as versões especiais podem ter valorização relevante.
Fatores Que Influenciam o Valor & Dicas para Quem Possui a Moeda
- Estado de conservação: como em qualquer numismática, uma moeda “sem circular” (uncirculated) vale bem mais do que uma moeda muito rodada. Detalhes como riscos, manchas, desgaste ou limpeza agressiva influenciam negativamente o preço.
- Variante/metais: a versão prata ou outra versão não circulante (ex: “proof”, etc.) tem naturalmente maior valor devido ao metal e baixa tiragem relativa.
- Procura do colecionador: moedas históricas ou comemorativas com ligação a eventos significativos tendem a ser mais valorizadas — especialmente se a peça estiver bem conservada e for uma variante especial.
- Autenticidade e certificação: garantir que a moeda é original, e, se possível, com grau de conservação avaliado por entidade reconhecida, aumenta a confiança de compradores / colecionadores.

