Contexto histórico e propósito da emissão
- A moeda de 200 Escudos de 1994, série “Tratado de Tordesilhas / A Partilha do Mundo”, foi emitida por Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM), como parte da série comemorativa sobre os descobrimentos portugueses.
- O motivo da emissão foi a comemoração dos 500 anos do tratado de 1494, que definiu a divisão do mundo conhecido entre Portugal e Espanha — a célebre “partilha” dos territórios recém-descobertos.
- A moeda recorda simbolicamente esse marco da expansão marítima portuguesa, com iconografia alusiva à navegação e às rotas ultramarinas.
Características físicas e design
De acordo com os catálogos numismáticos:
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Valor facial | 200 Escudos |
| Ano de emissão | 1994 |
| Composição | Cuproníquel (na versão comum) |
| Peso | 21,33 g |
| Diâmetro | 36 mm |
| Espessura | ~2,8 mm |
| Borda | Serrilhada (canelada) |
| Ceca / Casa da Moeda | INCM, Lisboa |
Anverso: apresenta o brasão de armas de Portugal à esquerda, um mapa estilizado da Europa e África com rosa-dos-ventos e linhas de navegação — simbolizando as rotas marítimas. Também consta a legenda “200 esc REPÚBLICA PORTUGUESA 1994 INCM – A. MARINHO”.
Reverso: mostra um mapa da América do Sul interceptado pela linha que representa a demarcação definida pelo tratado, ladeada pelos brasões de Portugal e Espanha. À direita, há a representação de uma nau portuguesa do século XVI. A legenda inclui “A PARTILHA DO MUNDO 1494”.
Estado de circulação
- Trata-se de uma moeda comemorativa — foi legalmente circulante, mas produzida em edição especial destinada tanto à circulação como à coleção.
- Com a adoção da moeda única (euro), a antiga moeda escudo e as suas séries foram demonetizadas.
Vale numismático e colecionismo
Tiragem e disponibilidade
- A versão comum de cuproníquel teve uma tiragem de aproximadamente 950.000 exemplares.
- Também existe uma versão de colecionador (versão “prata”) — uma edição mais restrita, emitida pela INCM com acabamento especial (não destinada à circulação comum).
Valor de mercado atual (indicativo)
- Segundo catálogos públicos, para a versão comum em cuproníquel, valores típicos de negociação variam entre ~US $2,30 a US $3,50 dependendo do estado de conservação (de “Very Fine” a “Uncirculated” / “Extremely Fine”).
- Em mercados portugueses de colecionismo, há anúncios com preços modestos — por exemplo, uma oferta de venda por cerca de 4 € embora com advertência de depender fortemente da condição da moeda e interesse do comprador.
- A versão em prata ou versões especiais (caso existam) têm valor mais elevado, especialmente se acompanhadas de estojo original e certificado da INCM.
Fatores que influenciam o valor
- Estado de conservação: moedas em estado “Soberba” (como novas, sem desgaste) valem mais. Moedas gastas ou muito circuladas têm valor mais baixo.
- Versão da moeda: cuproníquel (comum) vs. versão de colecionador em prata — esta última costuma atrair mais colecionadores.
- Completo com estojo / certificado: peças mantidas em conjunto com estojo original e certificado da INCM são mais valorizadas, porque confirmam a autenticidade e condição de coleção.
- Procura de colecionadores: moedas comemorativas relacionadas aos descobrimentos portugueses e ao tratado de Tordesilhas têm apelo entre colecionadores de história e numismática portuguesa — mas não são consideradas extremamente raras. A tiragem relativamente elevada ajuda a manter preços moderados.
Conclusão: por que esta moeda interessa
A 200 Escudos 1994 “A Partilha do Mundo” é uma peça que combina significado histórico — evocando a expansão ultramarina portuguesa e a partilha de terras no século XV — com valor colecionável acessível. Para colecionadores de moedas portuguesas, trata-se de uma peça simbólica, representativa do período dos Descobrimentos, ideal como “porta de entrada” numa coleção de moedas comemorativas.
Se estiver em bom estado (preferencialmente sem desgaste, sem riscos, sem sinal de manipulação), e se tiver versão especial ou estojo/originalidade preservados, pode valer mais — sobretudo para quem aprecia a história por trás da moeda.

