Introdução histórica
A moeda de 100 Réis de 1940 pertence ao final do sistema monetário “Réis” no Brasil, usado até 1942, quando foi substituído pelo Cruzeiro. Ela foi cunhada durante o governo de Getúlio Vargas, mais especificamente no período do Estado Novo (1937–1945), uma fase marcada por grandes transformações políticas, econômicas e sociais.
O retrato de Vargas aparece no anverso da moeda, simbolizando, de certa forma, o seu papel centralizado no poder e a modernização do Estado brasileiro. A emissão dessas moedas reflete tanto a circulação econômica cotidiana quanto a tentativa de reforçar a imagem presidencial e institucional.
Especificações técnicas
Aqui estão as principais características da moeda de 100 Réis de 1940:
- Emissor: República dos Estados Unidos do Brasil, sob Getúlio Vargas.
- Composição: Cuproníquel.
- Peso: Cerca de 2,50 g (algumas fontes indicam 2,53 g).
- Diâmetro: Aproximadamente 16,87 mm segundo o catálogo numismático.
- Borda: Ondulada (ou nervurada).
- Espessura: Em torno de 1,4 a 1,5 mm (dependendo da fonte).
- Técnica de cunhagem: Fresado, cunhada pela Casa da Moeda do Rio de Janeiro.
- Orientação (moeda): alinhamento “↑↓” segundo catálogo.
- Gravadores: Leopoldo Alves de Campos (anverso) e Orlando Moutinho Maia (reverso).
Desenho
- Anverso: Busto de Getúlio Vargas voltado para a esquerda, com a legenda “GETULIO VARGAS” ao redor.
- Reverso: A inscrição “BRASIL” no topo, abaixo “100 RÉIS”, mais a data “1940”. Esse campo central é cercado por uma decoração inspirada na arte marajoara (colares marajoara), conferindo um caráter regional e estético marcante.
Tiragem e variantes
- Para o ano 1940, a tiragem de 100 Réis foi 8.977.000 unidades segundo a Marcon Numismática.
- Há variantes de cunhagem, por exemplo variantes quanto ao reverso (“reverso horizontal” ou “batida dupla”), o que pode influenciar no interesse dos colecionadores.
- Também existem erros de fabricação, como exemplares com “disco cortado”, que podem ter apelo especial para colecionadores de erros.
Situação monetária e contexto
- Essa moeda é uma das últimas emissões do padrão Réis, já que, em outubro de 1942, o Brasil adotou o Cruzeiro como nova unidade monetária.
- Como circulava em valor relativamente baixo (100 réis não era uma denominação alta), muitas dessas peças foram bem usadas, o que explica a grande oferta de exemplares circulados.
Valor numismático
Faixa de preço
- Segundo o site Numista, o valor de mercado para a 100 Réis de 1940 varia bastante conforme a condição da moeda. Em uma moeda bem usada pode estar por volta de US$ 0,28; exemplares não circulados ou em flor de cunho (FDC) chegam a cerca de US$ 2,10 para essa emissão.
- No mercado numismático brasileiro, por exemplo, uma moeda em estado Soberba (SOB) pode ser vendida por cerca de R$ 30,00.
- Em condição Soberba/Flor de Cunho (SOB/FC), o preço sobe, sendo cotada em torno de R$ 55,00 em algumas lojas.
- Há também exemplares com variantes, como batida dupla, que podem ter preços diferentes; por exemplo, uma 100 Réis 1940 “MBC batida dupla” está listada em site especializado.
Rareza e apelo colecionável
- A raridade dessa moeda não é muito alta, considerando a tiragem quase de 9 milhões para 1940, o que a classifica como “comum” em muitas coleções.
- Contudo, seu valor histórico (representando Vargas e o fim do réis) e o apelo estético (com a decoração marajoara) atraem colecionadores iniciantes e intermediários.
- Versões bem preservadas (AU, UNC, FDC) têm maior valor porque onde menos desgaste há, maior destaque visual e importância numismática.
Considerações finais
A moeda de 100 Réis de 1940 é um excelente exemplo de peça de transição na história monetária do Brasil — ela simboliza o fim de um sistema (o Réis) e a modernização simbólica durante a era Vargas. Embora não seja extremamente rara, seu preço como moeda de colecionador é acessível para muitos entusiastas, especialmente em estados intermediários de conservação. Por isso, é uma boa moeda para quem está começando a colecionar moedas brasileiras da era réis, mas também pode interessar a colecionadores mais avançados, especialmente se tiver variantes ou condições especiais.

