A moeda comemorativa de 100 escudos emitida em 1986 celebra o X aniversário da Autonomia Regional dos Açores. Foi uma das séries de moedas regionais emitidas por Portugal nas décadas finais do Escudo e é hoje peça de interesse para colecionadores locais e estrangeiros — acessível, mas com variantes (cuproníquel circulante / provas em prata) que interessam a diferentes públicos.
Descrição e contexto histórico
Em 1976 foi aprovada a autonomia política para os Açores; uma década depois, em 1986, foi cunhada esta peça para assinalar os 10 anos da autonomia regional. A cunhagem integra a série de emissões comemorativas da República Portuguesa dirigidas a destacar factos e regiões do país.
Especificações técnicas (padrão circulante)
- Valor facial: 100 Escudos (100$00).
- Ano: 1986.
- Material (versão normal): cupro-níquel (liga Cu 75% / Ni 25%).
- Diâmetro: ≈ 34 mm.
- Peso: ≈ 16,5–16,6 g.
- Espessura: ~2,4–2,8 mm (varia conforme fonte e tiragem).
- Bordo: serrilhado.
- Catálogo: geralmente referida como Krause KM#45 para a emissão regional dos Açores.
No anverso (face principal) aparece o brasão e a indicação “República Portuguesa · Açores” com o valor 100 Escudos; no reverso figura a legenda alusiva ao X aniversário da autonomia regional e um motivo vegetal/ornamental (assinado pelos autores/escultores).
Autoria e tiragem
Os autores/escultores associados ao motivo da moeda são indicados como Isabel Carriço e Fernando Branco nas referências da Casa da Moeda / catálogos comerciais. A tiragem informada para a versão em cuproníquel ronda os 750.000 exemplares — uma quantidade elevada que faz desta emissão relativamente comum no mercado.
Além da versão de circulação em cuproníquel, houve também versões proof (acabo-proof e, em alguns lotes, em prata 0,925) colocadas em carteira/estojo pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), destinadas a colecionadores. Essas provas são mais raras e vendidas separadamente em conjuntos com certificado.
Valor numismático — o que esperar no mercado
Raridade e procura: a tiragem elevada da peça padrão (cuproníquel) torna-a comum em estados circulados e mesmo em estados muito bons (XF/AU) — portanto o valor na maioria dos casos é baixo. As versões proof e exemplares em prata (ou em embalagem original com certificado) têm maior procura e preço superior.
Faixa de preços orientativa (mercado 2020–2025):
- Moedas circuladas (estado comum, VF–F): geralmente 1–5 €. Há registos de vendas a preços muito baixos (alguns leilões/portais mostram vendas por cerca de 3–6 € em estados muito bons).
- Exemplares sem circulação / aUNC (almost uncirculated): tipicamente 5–15 €, dependendo do vendedor e do país comprador. Registos de leilões e vendas online colocam moedas a preços modestos nessa gama.
- Proofs / Prata em estojo com certificado: €30–€80 (podendo variar). Alguns anúncios de lojas e leilões mostram proofs à venda por cerca de €40 ou mais, consoante condição e presença do estojo/certificado.
Nota: os preços de catálogo e leilões flutuam — para uma cotação precisa para um exemplar concreto (estado, presença de estojo/certificado), o ideal é consultar casas de leilões, lojas especializadas ou bases de dados de vendas recentes (Numista, eBay, leiloeiras).
Para colecionadores — o que verificar ao avaliar uma peça
- Estado de conservação: riscos, desgaste na alta-relevo, brilho original. A diferença entre uma moeda “comum” e uma que vale mais é, muitas vezes, o estado (grade).
- Presença de estojo / certificado: essencial para provas em prata; aumenta valor.
- Tipo (cuproníquel vs. prata/proof): confirmar metal (peso e teste visual) — as provas em prata são muito mais valiosas que as correntes em cuproníquel.
- Tiragem e marca da Casa da Moeda: verificar referências KM# e descrições de catálogos (KM#45).
Conclusão
A 100 escudos — 1986 (Açores) é uma peça representativa das emissões comemorativas do final do regime do Escudo: histórica (marca os 10 anos da autonomia dos Açores), facilmente acessível no mercado na versão comum em cuproníquel, e com variações de maior interesse (proofs, prata, estojo) que justificam maior atenção por parte de colecionadores. Se procura começar uma coleção regional portuguesa ou simplesmente completar uma série de 100 escudos, esta moeda é uma entrada barata e carregada de contexto histórico — e, eventualmente, com um pequeno prémio se encontrar uma prova bem conservada com certificado.

