Descrição e simbolismo do desenho
- Anverso: apresenta o brasão de armas de Portugal e a inscrição “REPUBLICA PORTUGUESA” com o valor “100 ESCUDOS” disposto harmonicamente em torno do centro. O motivo central usa elementos que recordam bússolas/rumos náuticos, remetendo à época dos Descobrimentos.
- Reverso: figura o nome Diogo Cão, a data simbólica “1486” e iconografia relacionada às rotas de navegação — a composição evoca tanto a caravela/linha de rumo como uma rosa-dos-ventos estilizada. É um desenho moderno que mistura mapa/rosa-dos-ventos com bandeiras e elementos náuticos.
Especificações técnicas (variantes mais comuns)
Há três variantes frequentemente referidas nos catálogos/lojas numismáticas:
- Cuproníquel (moeda mais comum, circulação/comemorativa padrão)
- Metal: cuproníquel.
- Peso: ≈ 16,5 g.
- Diâmetro: ≈ 33,5–34 mm.
- Borda: serrilhada.
- Referência de catálogo: KM#641 (variante cuproníquel).
- Prata (tiragem comemorativa para colecionadores)
- Composição: prata 925‰ (ou prata esterlina conforme catálogo).
- Peso: ≈ 16,5 g (variante prata mantém diâmetro similar).
- Diâmetro: 34 mm.
- Referência: catálogo e fichas de coleccionador distinguem esta versão (KM#641a).
- Ouro (proof / edição de colecionador)
- Composição: ouro 916‰ (22 K é referido em algumas ofertas).
- Peso total: ≈ 24 g (peso de ouro fino cerca de 22 g em algumas referências).
- Diâmetro: 34 mm.
- Edição proof/limitada, preço muito superior ao facial.
Importante: detalhes exatos (por exemplo, peso em ouro fino) podem variar entre edições “proof” e versões comerciais — confirme na ficha do exemplar se for comprar/vender.
Autor / Gravador e casa da moeda
- Segundo referências comercializantes e catálogos, o gravador associado a esta série é Paulo Guilherme d’Eça Leal e a cunhagem foi feita pela Imprensa Nacional — Casa da Moeda (Lisboa).
Tiragem e circulação
- A versão em cuproníquel é a mais comum; catálogos e vendedores indicam emissões elevadas (algumas fontes listam uma emissão na casa dos 1.000.000 de unidades para a série padrão), o que explica a disponibilidade relativamente ampla no mercado popular.
Valor numismático — orientações práticas
Os preços de mercado dependem fortemente do material, estado de conservação e embalagem/Certificado (no caso de proofs). Abaixo um resumo de faixas observadas em anúncios e lojas (valores aproximados e sujeitos à flutuação do mercado):
- Cuproníquel (circulada ou com sinais): geralmente poucos euros — anúncios classificados e mercados populares listam exemplares por ~€2–€10 dependendo do estado. Plataformas especializadas/lojas indicam preços baixos porque é uma emissão relativamente comum.
- Cuproníquel (UNC / excelente estado sem circulação): colecionadores podem pagar um prémio moderado (algumas lojas anunciam preços ligeiramente superiores, por exemplo na faixa dos €10–€30) se a moeda estiver em flor de cunho e sem marcas.
- Prata (versão comemorativa): valor superior ao cuproníquel; depende da raridade e procura — anúncios e catálogos especializados situam estes exemplares acima do valor do metal e colecionismo básico (variável conforme mercado).
- Ouro / Proof (edições limitadas): significativamente mais valiosas — anúncios de revenda e lojas colocam-nas em centenas a milhares de euros (ex.: referências comerciais com preços de ~€1.400–€1.550 para exemplares de ouro proof quando disponíveis). O valor reflete metal precioso + caráter proof/limitado.
Observação prática: para um exemplar de cuproníquel comum, a menos que esteja em estado excepcional (FDC/Prooflike) ou tenha erro de cunhagem raro, não se espere um retorno elevado — é uma peça mais procurada por colecionadores de séries temáticas (Descobrimentos) do que por investidores.
Como avaliar / vender / comprar
- Estado de conservação é crucial: siga a escala habitual (circulada, VF, XF, AU, UNC, FDC) — pequenas marcas reduzem significativamente o preço nas moedas base.
- Provas / embalagens originais / certificados aumentam o valor das variantes prata e ouro.
- Erros de cunhagem (dobras, dupla cunhagem, deslocamento) podem tornar uma peça valiosa — verifique com lupa/iluminação e, se suspeitar, procure um perito para autenticação.
- Referências de catálogo (ex.: KM numbers, catálogos nacionais) ajudam a confirmar variante e raridade antes de negociar.
Conclusão — para quem é esta moeda?
- Colecionadores temáticos (Descobrimentos portugueses) apreciarão ter esta peça como complemento da série; a versão cuproníquel é acessível e fácil de obter.
- Investidores em metais preciosos deverão olhar para as variantes em ouro/prata proof, que incorporam tanto metal precioso quanto valor de colecionador.
- Vendedores particulares podem esperar tempos de venda razoáveis mas preços modestos para a versão base; para obter bom preço, procure exemplares em UNC com documentação ou variantes em metais nobres.

