A moeda de 10 centavos 1946 do Brasil – História, características e valor numismático

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A moeda de 10 centavos 1946 do Brasil – História, características e valor numismático

A moeda de 10 centavos de 1946 pertence ao período do Cruzeiro (primeiro tipo), quando o Brasil utilizava essa unidade monetária após a reforma monetária de 1942. Seu anverso traz a efígie de Getúlio Dornelles Vargas, então figura política central no país. Este modelo começou a ser cunhado durante o governo de Vargas e continuou por alguns anos.

História e Contexto

A moeda de 10 centavos de 1946 pertence ao período do Cruzeiro (primeiro tipo), quando o Brasil utilizava essa unidade monetária após a reforma monetária de 1942. Seu anverso traz a efígie de Getúlio Dornelles Vargas, então figura política central no país. Este modelo começou a ser cunhado durante o governo de Vargas e continuou por alguns anos.

No contexto histórico, 1946 foi um ano de transição política no Brasil: Vargas havia sido deposto no final de 1945, e o país iria retornar a um regime democrático com a nova Constituição promulgada nesse ano. A moeda, portanto, carrega simbolismo de uma era de reformas e instabilidade política.


Características Técnicas

Aqui estão os principais dados da moeda:

  • Composição: bronze-alumínio (liga de bronze e alumínio)
  • Peso: cerca de 2,84 a 3 g, dependendo da fonte.
  • Diâmetro: aproximadamente 17,2 mm.
  • Borda: lisa.
  • Tiragem: cerca de 35.159.000 exemplares para 1946.
  • Referência em catálogos: representada como KM #561 segundo a Numismática.
  • Situação legal: desmonetizada — ou seja, já não tem curso legal como moeda corrente.

O desenho da moeda é simples mas emblemático: no anverso, o retrato de Getúlio Vargas de perfil; no reverso, o valor (“10 CENTAVOS”), a data (1946) e uma estrela acima.


Valor Numismático

Valor “comum” (sem variedades)

  • De acordo com o Numista, que compila registros de colecionadores, o valor para a versão de 1946 varia bastante conforme o estado de conservação. Em condições bem circuladas, pode valer em torno de US$ 0,56, enquanto em estado não circulado (UNC) chega a cerca de US$ 0,95.
  • No World Coins Catalog, o intervalo de valor também é baixo para a peça comum: entre cerca de US$ 0,20 a US$ 1,05, dependendo do grau de conservação.
  • Em sites de numismática no Brasil, exemplares “Muito Bem Conservados” (MBC) podem ser encontrados à venda por cerca de R$ 4,00, segundo o Numis Market.
  • Já em condição de Flor de Cunho (FC), segundo a Contagem Numismática, pode valer cerca de R$ 19,00 no mercado de colecionadores.

Variedades e Raridades

Mesmo sendo uma moeda relativamente comum, existem algumas variedades que são muito valorizadas:

  1. Com siglas dos gravadores (“c/ sigla”)
    • Há uma versão muito rara da moeda de 1946 com siglas dos gravadores: “OM” (Orlando Mountinho Maia) no anverso, e “BR” (Benedito de Araújo Ribeiro) no reverso.
    • Essa variante é catalogada como V‑182c (segundo catálogo numismático especializado).
    • Um anúncio de numismática chegou a oferecer essa variante rara em estado MBC por R$ 19.900,00.
    • Essa versão “amarelinha” (bronze‑alumínio) com siglas costuma atrair bastante atenção entre colecionadores por sua raridade.
    • Em vídeos de numismática, há relatos de valores como R$ 10.500 para exemplares raros com sigla.
    • Há ainda menção de até R$ 30.000 em determinados canais, embora valores tão altos dependam muitíssimo da conservação e da veracidade da peça.
  2. Moedas com erros
    • Existe também versão da moeda de 1946 com erro de “reverso inclinado”, isto é, quando o reverso da moeda foi cunhado desalinhado.
    • Essas moedas de erro são menos comuns e tendem a ter valores maiores do que versões normais bem gastas, embora não necessariamente alcancem valores de raridade extrema. Um anúncio aponta para cerca de R$ 15 a R$ 20, dependendo do grau de erro e conservação.

A importância para colecionadores

  • A moeda de 10 centavos de 1946 tem apelo histórico: representa um momento importante da República Brasileira, com a efígie de Vargas e a economia do pós-guerra.
  • É uma peça relativamente acessível para colecionadores iniciantes, na sua versão padrão.
  • As variedades raras (como a com siglas) podem tornar essa moeda uma “caça” interessante para numismatas mais experientes.
  • Por ter sido bastante produzida (tiragem de mais de 35 milhões), muitas unidades circuladas ainda podem existir, mas o valor elevado aparece mesmo nas peças excepcionais ou variantes.

Conclusão

Em resumo, a moeda de 10 centavos de 1946 do Brasil é uma peça numismática popular e de grande importância histórica, com valor modesto na maioria dos exemplares circulados. No entanto, variantes raras como a V‑182c com sigla ou exemplares com erro de cunhagem podem alcançar valores bem mais elevados no mercado de colecionadores.

Se você tem uma dessas moedas, vale a pena examiná-la com lupa ou levá-la a um numismata para verificar se é uma variante especial — isso pode fazer toda a diferença no seu valor.

10 centavos 1946 do Brasil
10 centavos 1946 do Brasil