A moeda de 10 centavos emitida em 1967 faz parte do conjunto de moedas do período do Cruzeiro Novo e é uma peça muito comum entre colecionadores brasileiros — fácil de encontrar em lote, mas com interessantes detalhes técnicos e algumas variações/erros que atraem atenção. Abaixo segue um artigo detalhado, em linguagem acessível, para quem quer saber tudo (ou quase tudo) sobre essa moeda.
1. Contexto histórico rápido
Em 1967 o Brasil usava o sistema do Cruzeiro (posteriormente chamado Cruzeiro Novo a partir de 1967). As peças dessa série foram cunhadas em cuproníquel e circularam amplamente; hoje são desmonetizadas e ocupam lugar nas coleções de moedas brasileiras do século XX.
2. Ficha técnica (características físicas)
- Ano: 1967.
- Valor facial: 10 centavos (0,10 BRB / Cruzeiro novo).
- Material: cuproníquel (liga de cobre e níquel — com composição relatada em fontes como 75% Cu / 25% Ni em catálogos).
- Peso: ~5,52 g.
- Diâmetro: 23 mm.
- Espessura: ~1,7 mm (fontes indicam entre 1,5–1,7 mm).
- Borda: serrilhada (canelada).
- Técnica: cunhagem industrial comum; orientação “alinhada” (↑↓).
3. Desenho e simbolismo
- Anverso: efígie da República (a chamada “Liberdade” ou busto feminino com gorro jacobino) voltada para a esquerda, com a legenda BRASIL.
- Reverso: representação relacionada à industrialização (elementos que remetem à indústria e à produção) à esquerda; à direita o valor “10 CENTAVOS” e a data abaixo.
Esses elementos refletem a iconografia oficial do período, que valorizava progresso e industrialização.
4. Referências de catálogo
A peça aparece em catálogos de referência com as seguintes referências (úteis para pesquisa e identificação):
- KM#578 (Catálogo Standard Catalog / Krause World Coins).
- Numista N°2243 (entrada em Numista).
- Amato V-296 / Bentes 721.01 / variantes listadas em catálogos locais.
5. Tiragem
Algumas fontes indicam uma tiragem elevada para 1967 — por exemplo, cerca de 108.269.000 peças (fonte de revenda/numismática aponta esse número), o que explica por que a moeda é comum no mercado.
6. Valor numismático — quanto vale hoje?
Resumo rápido: é, em geral, uma moeda comum — valor de catálogo e de mercado para exemplares circulados costuma ser baixo. O preço varia muito conforme estado de conservação (graus: Poor/Good → Very Fine → Extremely Fine → Uncirculated/Proof-like) e ocorrência de variedades/erros.
Valores de referência observados em anúncios e lojas (novembro de 2025 — mercados online e lojas numismáticas):
- Exemplares circulados comuns (pouco conservados): valores baixos — ordens de grandeza como algumas dezenas de centavos de euro / reais (muitos anúncios por R$10–R$30 para lotes ou unidades).
- Exemplares em bom estado (MBC / MBC+): preços modestos — frequentemente na faixa de R$10–R$50 dependendo do vendedor e da apresentação.
- Exemplares não circulados (UNC / full mint state): podem alcançar preços mais altos, mas ainda assim não costumam ser muito elevados devido à alta tiragem — anúncios internacionais mostram ofertas a alguns euros/dólares para peças certificadas em condições muito boas.
- Variedades e erros (off-center, dupla cunhagem, cunhagem incompleta, clipe, etc.): esses podem ter prêmios consideráveis comparado à peça normal — dependendo da raridade e atratividade do erro, preços podem subir para algumas dezenas/centenas de euros/dólares em mercados especializados.
Observação: os valores variam por mercado (Brasil vs. Europa/Estados Unidos), plataforma e se a peça é vendida solta, em lote ou certificada. Para um preço preciso no momento da venda, verifique anúncios ativos (eBay, Mercado Livre, lojas numismáticas) e, se necessário, busque avaliação presencial em casas de numismática.
7. Como avaliar a sua moeda (passo a passo)
- Identifique marcações: confirme o ano (1967), o valor e as inscrições — compare com fotos de catálogo.
- Condição (graduação): observe desgaste nas áreas altas (rosto, fios, letras). Use as categorias padrão (MBC, MB, B, VF, EF, UNC).
- Procure variações/erros: deslocamentos de cunho, marcas atípicas, punções — tire fotos nítidas do anverso e reverso e pesquise por peças semelhantes.
- Pese e meça: confirme ~5,52 g e ~23 mm — diferenças relevantes podem indicar peça alterada ou falsificação.
- Compare preços: cheque anúncios recentes para peças em condição similar (Mercado Livre, eBay, lojas numismáticas).
8. Onde vender ou adquirir
- Mercado Livre, Enjoei, eBay: muitos exemplares circulados e alguns não circulados; bom para comparar preços.
- Lojas numismáticas e feiras de colecionismo: ideal para avaliação presencial e venda de peças de maior valor (ex.: variedade ou estado superior).
- Casas de leilão numismático / grupos especializados: recomendados para peças raras/erros e para alcançar compradores dispostos a pagar prêmio.
9. Dicas finais para colecionadores
- Para iniciantes: compre em lotes ou em conjuntos — a 10 centavos 1967 é um “must-have” barato para completar séries do Cruzeiro.
- Para colecionadores avançados: foque em peças sem circular (UNC), em provas, ou em exemplares com erro/variedade documentada.
- Conservação: guarde em cápsulas ou fichas plásticas, longe de umidade e manuseie pelas bordas.
10. Conclusão
A moeda de 10 centavos de 1967 é uma peça representativa da numismática brasileira do século XX: tecnicamente simples, de grande tiragem e com valor de mercado modesto para exemplares comuns — mas com espaço para surpresas quando se trata de estado de conservação ou erros. Se quer vendê-la, tire boas fotos, verifique a condição e compare preços; se quer comprá-la, busque exemplar em melhor estado ou procure por variedades/erros para maior interesse numismático.

