A moeda de 200 escudos de 1998, dedicada a Garcia de Orta, faz parte de uma série de moedas de circulação da antiga moeda portuguesa, o escudo, cunhadas entre 1991 e 2001.
Especificações técnicas
- Denominação: 200 Escudos
- Ano de emissão: 1998
- Ceca / Casa da Moeda: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, Lisboa (marca “INCM”)
- Tiragem: aproximadamente 17.866.000 unidades cunhadas em 1998.
- Composição: moeda bimetálica — núcleo de cuproníquel e anel de alumínio-bronze (ou ligas equivalentes, de acordo com diferentes catálogos).
- Peso: 9,80 gramas
- Diâmetro: 28,00 mm
- Bordo: serrilhado segmentado (“segmented reeding” / “estriado segmentado”) — secções lisas e caneladas alternadas.
Design / Face da Moeda
- Anverso: apresenta o brasão de armas de Portugal (escudo dentro de um globo), sobre o valor “200 ESCUDOS”, com inscrição “REPUBLICA PORTUGUESA” e o ano de emissão.
- Reverso: retrata um busto de meio-corpo de Garcia de Orta, virado para a direita, segurando um livro e uma flor — alusivos à sua atividade como médico e naturalista. A legenda inclui “GARCIA DE ORTA”, o nome do gravador (“J. CANDIDO” ou “J. Candido”) e a marca da casa da moeda “INCM”.
O design foi obra do gravador José Cândido — assinado como “J. CANDIDO” na moeda.
Contexto histórico
A série de moedas de 200 escudos com o tema “Garcia de Orta” começou a ser cunhada no início dos anos 90 e persistiu até 2001 — ano da preparação para a transição ao euro.
Garcia de Orta (1501–1568) foi um importante médico, botânico e naturalista — figura de relevo no Renascimento português — o que explica a sua evocação no reverso da moeda.
Estas moedas circularam no quotidiano português até a substituição do escudo pelo euro, pelo que a maioria das unidades existentes foram usadas e apresentam desgaste. Mesmo assim, continuam a ser objeto de colecionismo pela curiosidade histórica, pelo design e pela nostalgia da antiga moeda nacional.
Valor Numismático / De Mercado
O valor de mercado de uma moeda de 200 escudos 1998 varia bastante consoante o estado de conservação. Segundo registos de catálogos numismáticos e de plataformas de compra/venda:
| Condição / Conservação | Faixa indicativa de valor* |
|---|---|
| Circulada (estado comum) | ~ 1,49 € a ~ 1,83 € |
| Em melhor estado (quase sem desgaste) | ~ 2,06 € a ~ 2,66 € |
| Exemplares preparados por lojas/colecionadores | Preços até cerca de 5 € ou ligeiramente acima, dependendo de autenticidade e conservação. |
- Estes valores são apenas indicativos — correspondem a negociações entre colecionadores, em objetos de oferta e procura variáveis. Não correspondem a um “valor oficial” garantido.
Fatores que influenciam o valor
- Estado de conservação: moedas praticamente sem traços de circulação (sem riscos, sem desgaste visível) valem mais.
- Generalização da tiragem: com ~ 18 milhões cunhadas em 1998, esta moeda não é excessivamente rara — algo que limita incrementos elevados no valor de mercado.
- Procura de colecionadores: apesar da tiragem elevada, há interesse histórico / nostálgico pela série — o que mantém algum valor simbólico.
- Estado de conservação e apresentação: moedas bem preservadas, com bom centramento, bordo intacto, sem corrosão ou manchas, são preferíveis para colecionadores.
Conclusão
A moeda de 200 escudos 1998 — Garcia de Orta é um interessante objeto numismático — parte da história recente de Portugal, evocando uma figura histórica importante e representando as últimas décadas do escudo antes da transição para o euro. Apesar de ter uma tiragem elevada, ela continua a ter valor para colecionadores, especialmente quando em bom estado. Contudo, esse valor ronda habitualmente os poucos euros — sendo mais apreciada por valor histórico, sentimental ou como peça de coleção do que por raridade ou investimento significativo.

