Dados históricos e técnicos
A moeda de 250 Escudos emitida em 1989 celebra os 850 anos da Batalha de Ourique e da fundação de Portugal.
- Emissor: República Portuguesa, cunhada pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM) em Lisboa.
- Catalogação: KM# 650 na classificação internacional de moedas.
- Material: Variante mais comum em cupro-níquel.
- Peso: ~ 23,1 g.
- Diâmetro: 37 mm.
- Bordo: Serrilhado (esteriado / nervurado).
- Estado legal: Moeda foi demonetizada — com a introdução do euro em Portugal, os escudos deixaram de ser moeda corrente.
Design
- Anverso: Escudo das quinas portuguesas estilizado — com castelos dispostos em cruz. Inscrições “REPÚBLICA PORTUGUESA”, “VILAR 1989”, “250 ESCUDOS”, e “INCM” (sinal da casa da moeda). Gravadora: Irene Vilar.
- Reverso: Representação alusiva à fundação de Portugal e à Batalha de Ourique — inclui data(s) “1139 / 1140”, a legenda “BATALHA DE OURIQUE – FUNDAÇÃO DE PORTUGAL”, e símbolos como espada e crescente lunar, evocando os tempos da Reconquista.
O tema da moeda remete à tradicional narrativa histórica que associa a Batalha de Ourique (em 25 de julho de 1139) à afirmação da independência portuguesa e ao início da nacionalidade sob D. Afonso Henriques, considerado o primeiro rei de Portugal.
Variedades
Além da versão em cobre-níquel de circulação, existe também uma versão comemorativa/finalidade de colecionador:
- Versão em prata (.925), cunhada em 1989, referência KM# 650a. Peso cerca de 28 g, com o mesmo diâmetro de 37 mm.
- Algumas dessas versões prata foram emitidas em qualidade Proof (ou similares), destinadas a colecionadores.
Significado histórico e simbólico
A emissão desta moeda em 1989 — 850 anos após a Batalha de Ourique — simboliza a comemoração da fundação de Portugal como entidade política independente. A Batalha de Ourique ocupa um lugar lendário na história nacional, tradicionalmente associada à vitória de D. Afonso Henriques sobre os mouros. A moeda serve, portanto, como um elemento de memória coletiva — resgatando e celebrando a identidade nacional, as origens de Portugal e o início do Reino.
O design da moeda reflete simbolismos heráldicos e bélicos: o escudo português, as quinas, os castelos, a espada e o crescente — todos evocam o contexto medieval e de reconquista da formação nacional.
Valor numismático e de mercado
O valor de colecionador da moeda de 250 Escudos 1989 varia bastante dependendo da variante (cobre-níquel ou prata) e, principalmente, do estado de conservação.
Variante cupro‑níquel (circulação)
- Tiragem aproximada: 750 000 unidades.
- Valores de mercado (baseados em cotações online e catálogos de colecionadores): geralmente entre ~ 2,50 € e 4,00 € para exemplares em bom estado.
- Moedas em estado “uncirculated” ou boas condições (sem desgaste, nítidas) tendem a valer um pouco mais.
Variante prata (comemorativa / de coleção)
- Edição mais limitada — versão prata com tiragem bem inferior à de cupro‑níquel.
- Para peças prata em bom estado (MS / Proof), os preços costumam ser significativamente superiores, refletindo tanto o valor intrínseco da prata como o interesse de colecionadores.
- Exemplares bem conservados ou em condições especiais (Proof, acabamento de coleção) podem atingir valores muito superiores ao da versão comum — o valor depende da oferta, procura e condição.
Considerações
- Como muitas moedas de escudo foram emitidas em grande quantidade e circularam dependendo da variante, a maioria não apresenta grande raridade — o valor costuma refletir mais a condição do que a escassez.
- Porém, a versão prata ou versões especiais de coleção podem ter interesse adicional para numismáticos, pela natureza comemorativa e pelo metal precioso.
Conclusão
A moeda de 250 Escudos 1989 — Batalha de Ourique / Fundação de Portugal é um marco simbólico: mais do que uma simples moeda, é um objeto histórico‑comemorativo que celebra as origens lendárias da nação portuguesa. Tecnicamente, trata‑se de uma peça bem construída (cupro‑níquel ou prata), com peso e dimensões apropriadas, cunhada pela INCM com bom nível de detalhe e design heráldico/temático.
No que respeita ao valor numismático, a versão comum em cupro‑níquel tem valor modesto mas real para colecionadores — ideal para quem está a começar uma coleção de moedas portuguesas. Já a versão prata, sobretudo em estado de coleção, merece especial atenção: pode ser uma peça valiosa, dependendo do estado, procura e mercado numismático.

