Contexto histórico
A moeda de Escudo foi a unidade monetária portuguesa de 1911 até 2001, altura em que foi substituída pelo euro. Durante o período da Primeira República (1910‑1926) emitiram‑se diversas moedas de escudo, entre as quais a de 1 Escudo de 1924.
Em 1924, Portugal ainda vivia sob instabilidade política e económica — tratar‑se de um período em que se procurava estabilizar os valores monetários e modernizar o sistema de cunhagem. Este exemplar surge nesse contexto.
Características técnicas
- Ano de emissão: 1924.
- Valor facial: 1 Escudo.
- Material: bronze‑alumínio, ou seja, liga de cobre (aproximadamente 95%) + alumínio (aproximadamente 5%).
- Peso: cerca de 8 g.
- Diâmetro: ~ 26,8 mm.
- Bordo: canelado.
- Cunhagem e casa da moeda: Caiu sob responsabilidade da Imprensa Nacional‑Casa da Moeda, em Lisboa.
- Tiragem: informações referem cerca de 2.709.000 exemplares para 1924, segundo uma fonte.
– Outra fonte aponta para 7.716.000 como número de cunhagem para 1924.
A discrepância poderá dever‑se a diferentes variantes ou erros de catálogo.
Desenho e simbologia
No anverso, vemos uma figura alegórica feminina sentada (representando a República) segurando algo simbólico, com a legenda “REPÚBLICA PORTUGUESA” e a data “1924”.
No reverso, indica‑se o valor “1 ESCUDO” rodeado de elemento decorativo, com o brasão de armas português num círculo central ou junto à composição (em alguns exemplares).
Este tipo de desenho era característico na república portuguesa — simbolizando a nação, a liberdade e a modernização.
Situação de circulação e demonetização
A moeda foi utilizada como moeda corrente em Portugal durante o período da Primeira República e após este ano, até que futuramente deixou de ter curso legal com as reformas monetárias que antecederam a adoção do euro em 2002.
Hoje em dia a peça destina‑se à coleção/numismática, não tendo valor de curso legal.
Valor numismático
No que ao valor comercial se refere, vários fatores influenciam: estado de conservação (grau de desgaste, riscos, patina, originalidade), número de cunhagem, procura de colecionadores, raridade, eventuais variantes, além da autenticidade.
Alguns dados de referência:
- O valor ronda ~20 € para exemplares em estado XF (Extremamente Bom).
- Em anúncios recentes, por exemplo, uma peça foi ofertada por ~15 € num estado não indicado claramente.
Estes valores mostram que — apesar de ser uma peça histórica e de interesse para colecionadores — não é uma moeda extremamente rara ou de elevado valor comercial, especialmente se estiver em estado médio.
No entanto, em condições de conservação excecionais (quase sem circulação, com patina original, sem danos) o valor pode aumentar significativamente, embora não existam grandes registos públicos de vendas a valores muito elevados para este ano e denominação específicos.
Fatores que valorizam ou desvalorizam
Valorizam
- Estado de conservação superior (pouco desgaste, superfície nítida, bordos definidos)
- Acabamento original e patina preservada
- Ausência de reparações ou limpezas agressivas
- Variante pouco comum ou erro de cunhagem (se existente)
- Alta procura entre colecionadores especializados em moedas da República Portuguesa
Desvalorizam
- Moeda muito desgastada, com riscos ou danos
- Limpeza agressiva que retire a patina original
- Exemplares comuns, sem particularidade de raridade
- Falsificações ou peças com origem duvidosa
Recomendações para quem a possui ou pretende adquirir
- Verifique o grau de conservação — use escalas estándar de numismática (VG, F, VF, XF, AU, UNC)
- Compare com referências de catálogo para ter uma ideia de valor orientativo
- Ao adquirir, exija fotografias detalhadas (anverso, reverso, bordos, patina) e prefira procedência clara
- Se pretende conservar para colecionismo, evite polir ou limpar agressivamente a peça — a patina original acrescenta valor
- Guarde a moeda em local seco, protegido da luz e da humidade
- Se estiver interessado em vender, procure casas de numismática ou plataformas de leilão especializadas, e compare preços realizados (não só pedidos)
Conclusão
A moeda de 1 Escudo de 1924 representa um interessante fragmento da história monetária portuguesa, refletindo o período da Primeira República e a transição da moeda em Portugal. Tecnicamente, é uma peça bem caracterizada em bronze‑alumínio, com desenho alegórico e tiragem relativamente elevada, o que significa que não é rara em absoluto, mas ainda assim é colecionável.
Para um colecionador ou curioso, pode ser uma boa aquisição se o exemplar estiver em bom estado. Contudo, não deve criar-se a expectativa de que será uma moeda de elevado valor (milhares de euros) — salvo se em estado extraordinário ou com alguma particularidade incomum.

