A moeda de 100 Escudos Cabo da Boa Esperança Bartolomeu Dias 1988 de Portugal – História, detalhes e valor

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A moeda de 100 Escudos Cabo da Boa Esperança Bartolomeu Dias 1988 de Portugal – História, detalhes e valor

Em 1988 Portugal emitiu, como parte da I Série dos Descobrimentos Portugueses, uma moeda comemorativa que recorda os 500 anos da viagem de Bartolomeu Dias e a passagem do Cabo da Boa Esperança (1488–1988). Essa denominação (100 escudos) aparece em várias versões (metal comum — cuproníquel — e também em versões de prata e em ouro ou versões de coleção/prova), sendo hoje peça de interesse tanto para colecionadores de moedas portuguesas modernas como para quem segue temas de numismática histórica.

Introdução

Em 1988 Portugal emitiu, como parte da I Série dos Descobrimentos Portugueses, uma moeda comemorativa que recorda os 500 anos da viagem de Bartolomeu Dias e a passagem do Cabo da Boa Esperança (1488–1988). Essa denominação (100 escudos) aparece em várias versões (metal comum — cuproníquel — e também em versões de prata e em ouro ou versões de coleção/prova), sendo hoje peça de interesse tanto para colecionadores de moedas portuguesas modernas como para quem segue temas de numismática histórica.

Descrição e características físicas (resumo técnico)

As características dependem da versão, mas as identificações mais comuns encontradas em catálogos e lojas especializadas são:

  • Design / Legenda: normalmente legenda no anverso/reverso com “BARTOLOMEU DIAS”, “CABO DA BOA ESPERANÇA” e as datas “1488 1988”. Gravador: Jorge Vieira (INCM). Emissor: Imprensa Nacional — Casa da Moeda (INCM).
  • Cuproníquel (versão mais comum, circulação/comemorativa): peso ≈ 16,5–16,6 g, diâmetro ≈ 33,5–34 mm, borda serrilhada / “reeded”. Acabamentos em circulação / UNC conforme emissão.
  • Prata (versão de coleção / prova): existem exemplares em prata (925‰) com peso similar (≈ 16,5 g) e 34 mm de diâmetro; trata-se normalmente de versão não circulante / de coleção.
  • Ouro (edições especiais): há registos de edições em ouro (teor citado ~0,917) com peso ≈ 24,0 g e 34 mm — emissões claramente destinadas a colecionadores e com tiragens muito mais baixas.

Observação: catálogos (KM, Alberto Gomes, Numista, Ucoin) listam diferentes referências (por exemplo KM#642 e variantes a/b/c conforme metal e acabamento). Sempre confirme a referência exata ao catalogar.

Variedades e tiragens

Essa moeda faz parte de uma série comemorativa — por isso existem múltiplas versões com metais diferentes (cuproníquel para a série de circulação/comemorativa, prata para sets/provas e ouro como peça de colecionador). As tiragens variam muito: a versão em cuproníquel foi emitida em maiores quantidades; as versões em prata e ouro têm tiragens muito mais baixas (e por isso maior interesse entre colecionadores). Catálogos e lojas especializadas listam as codificações e eventuais números de tiragem (ver ficha de cada variedade).

Arte, gravador e contexto histórico

  • Tema: celebra os 500 anos da viagem de Bartolomeu Dias, que dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1488, abrindo a rota marítima para o Índico — marco dos Descobrimentos Portugueses.
  • Autor / Gravador: Jorge Vieira aparece como autor do motivo nesta emissão. A produção esteve a cargo da INCM em Lisboa. O motivo costuma juntar a figura/legenda do navegador com representação cartográfica e caravela(s).

Conservação e graduação

Como em qualquer moeda moderna, o estado de conservação influencia fortemente o valor:

  • BNC / UNC / FDC: exemplares emitidos em estado de prova (proof) ou guardados sem circulação geralmente valem mais.
  • Sinais de manuseio, riscos, limpeza agressiva reduzem o valor.
    Ao comprar/vender, peça fotos nítidas de anverso/reverso/borda e, se possível, a documentação do conjunto (caixa/ certificado) para versões de prova ou ouro.

Valor numismático (faixas e exemplos recentes)

O valor varia conforme metal, estado e mercado:

  • Cuproníquel (versão comum): em mercado secundário e anúncios a moeda em condição comum/boa costuma valer valores modestos (alguns euros a dezenas de euros). Em plataformas de venda local podem surgir anúncios desde valores muito baixos (p.ex. 5–30 €) para exemplares circulados ou conjuntos.
  • Prata (versão de coleção / proof): exemplares em prata, especialmente em caixa/prova e em excelente estado, costumam cotar bem mais — tipicamente dezenas a algumas centenas de euros, dependendo do estado e se fazem parte de um set. Ex.: anúncios e vendas em eBay/sets mostram preços na ordem de algumas dezenas a ~€170 para conjuntos/provas (valores variam conforme oferta).
  • Ouro (edições especiais): estas são as peças de maior valor intrínseco e numismático. Lojas especializadas e vendedores costumam listar preços na ordem de centenas a milhares de euros (por exemplo, um anúncio comercial mostrou preços na casa dos ~€1.100–€1.400 para uma peça em ouro 0,917). Leilões mostram preços iniciais elevados (por exemplo lotes iniciando em várias centenas de euros). Portanto, uma peça em ouro, em bom estado e com certificação, pode valer significativamente mais que suas versões em prata/cuproníquel.

Importante: valores de mercado flutuam (oferta/demanda, condições de conservação, presença de caixa/certificado). Use as referências acima como indicadores e verifique vendas reais recentes (eBay, leilões, lojas especializadas) para preço atual.

Como avaliar e comercializar a peça

  • Identifique a variedade exata (metal, KM number, acabamento). Compare com catálogos (Numista, KM, Alberto Gomes).
  • Avalie estado de conservação (BNC, UNC, FDC, PROOF). Fotos de alta resolução são essenciais.
  • Procure provas de autenticidade para versões em ouro/prata (caixa, certificado INCM, nota fiscal).
  • Onde vender/comprar: lojas de numismática, leilões numismáticos, marketplaces (eBay, OLX, portais especializados). Para peças de maior valor (ouro), prefira câmaras/lojas com reputação e, se necessário, pedidos de certificados de autenticidade/ensaios.

Conclusão

A moeda de 100 escudos “Bartolomeu Dias / Cabo da Boa Esperança” (1988) é uma peça representativa das emissões comemorativas finais do Escudo e integra versões que vão do cuproníquel de circulação às versões de prata e ouro para colecionadores. O seu interesse numismático dependerá muito da variante (metal), estado de conservação e completude do conjunto (caixa/certificado). As versões em cuproníquel são acessíveis; as de prata e, sobretudo, as de ouro possuem valores bem superiores e exigem atenção à autenticidade.

100 Escudos Cabo da Boa Esperança Bartolomeu Dias 1988 de Portugal
100 Escudos Cabo da Boa Esperança Bartolomeu Dias 1988 de Portugal