Portugal — VI Série dos Descobrimentos (Na Rota das Especiarias)
Visão geral
A moeda comemorativa de 200 escudos de 1995, conhecida por “Austrália (1522–1525)”, faz parte da VIª Série das Descobertas Portuguesas — uma emissão dedicada às rotas e pontos de contacto que marcaram a época dos descobrimentos. É catalogada como KM #684 nas referências usuais de numismática.
Desenho e simbologia
- Anverso (face “cara”): apresenta o escudo das armas nacionais à esquerda e, à direita, uma esfera armilar (símbolo associado às navegações portuguesas), com a legenda «REPUBLICA PORTUGUESA», a data 1995 e o valor facial 200 ESC.
- Reverso (face “coroa”): mostra embarcações à vela sobre o contorno do continente australiano, as datas 1522 / 1525 e a legenda AUSTRALIA — remetendo às viagens e possíveis contactos portugueses na região durante o início do século XVI. O motivo integra a iconografia da série dos Descobrimentos: navios, mapas e rotas.
Especificações técnicas
- Material: cupro-níquel (versão corrente).
- Diâmetro: 36,0 mm.
- Peso: ~21,0–21,2 g.
- Espessura: cerca de 3 mm.
- Catálogo / referência: KM #684.
Nota: além da versão circulante em cuproníquel, existem variantes não circulantes/prova em prata (.925) e edições especiais (ouro/platina) destinadas a coleccionadores — estas últimas têm características e tiragens distintas e valores muito superiores.
Tiragem / emissão
A tiragem reportada para a versão comum em cuproníquel é de 750.000 exemplares — um número relativamente elevado para uma moeda comemorativa, o que a torna comum no mercado de colecção.
Valor numismático (como avaliar)
Valor da versão comum (cuproníquel)
- Exemplares circulados (com desgaste): valores típicos de mercado costumam andar na ordem de €1 a €5, dependendo do estado. Em anúncios e vendas entre particulares, é frequente encontrar peças por €1–€3.
- Exemplares em estado UNC / “soberba” / sem circulação: podem valer algo mais — tipicamente €3 a €15, conforme pedido do vendedor e procura do momento; lojas e catálogos mostram preços de referência modestos (alguns euros) para peças comuns.
Versões em prata / ouro / prova
- Prata (.925, 26,5 g): as versões em prata têm tiragens bem menores e valor apreciavelmente superior ao cuproníquel; o preço depende do acabamento (proof vs. banho) e do estado, e costuma variar bastante (algumas dezenas de euros para exemplares comuns em prata até valores maiores para provas).
- Ouro / edições de leilão: exemplares em ouro ou lotes especiais já foram vendidos em leilões por valores que podem atingir milhares de euros (ex.: registos de vendas em casas de leilões mostram preços muito superiores para versões raras/prova em metais nobres). Estas peças são de interesse para colecionadores especializados e investidores em metais preciosos.
Importante: os preços de mercado flutuam com rapidez (oferta, procura, condição da peça e preço dos metais). As referências acima baseiam-se em anúncios, lojas online e vendas documentadas; para uma cotação exacta recomendo verificar vendas recentes em plataformas de leilão e lojas numismáticas credenciadas.
Dicas para coleccionadores
- Estado de conservação: peça chave para valor — evite limpar a moeda (limpagens destroem a pátina e reduzem valor).
- Verificar variante: confirme se é a versão comum (cuproníquel) ou uma versão em prata/ouro/prova — isto altera drasticamente o preço.
- Procure referências: use catálogos (KM/Numista/Alberto Gomes, Reinaldo Silva) e compare anúncios recentes para fazer uma estimativa realista.
- Comprar em confiança: adquira em lojas com garantia ou vendedores com boa reputação; peça fotos de qualidade e, se possível, um certificado para edições especiais.
Conclusão
A 200 escudos — Austrália (1995) é uma peça representativa da série comemorativa dos Descobrimentos: estética temática forte, produção relativamente numerosa (≈750.000 exemplares na versão corrente) e larga disponibilidade no mercado de iniciantes e coleccionadores casuais. A sua versão em cuproníquel é acessível e fácil de encontrar; já as variantes em prata e ouro são mais raras e de maior interesse numismático (e financeiro). Para avaliação exacta do seu exemplar, o estado (grau) e a variante metálica são os factores decisivos.

